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Sociedade

Quem é José Brito, o mais recente herói português?

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Apesar de ouvir várias vozes, ao seu lado, a dizerem para não se lançar à água, José Brito não hesitou e salvou um homem que se encontrava em apuros nas águas frias do Rio Tejo.

Tudo começou quando um homem de 68 anos se atirou à água, na manhã deste sábado. José Brito, imigrante em Portugal e ex-pescador em Cabo Verde, logo percebeu que o homem se encontrava em apuros porque estava com a cabeça debaixo de água há largos segundos.

“Saltei para a água e nadei até ele. Não se mexia. Puxei-o até à margem e, não sei como, tive força para pegar nele e colocá-lo nas escadas. Não respirava e já estava a espumar da boca, mas virei-o de lado para que mandasse fora a água que tinha nos pulmões. Também fiz massagem cardíaca e resultou. Quando os bombeiros chegaram, uns dez minutos depois, levaram-no para o hospital”, contou José Brito em entrevista à CMTV.

Sabe-se ainda que este novo herói nacional é pai de cinco filhos e este não é o primeiro salvamento que opera. Como pescador, em Cabo Verde, já salvou outras pessoas da água, mas afirmou que desta vez foi mais difícil devido “à má forma física” em que se diz estar.

O imigrante trabalha num Centro de Apoio a Sem-Abrigo e, apesar de não se reconhecer como um herói, diz que “faria tudo de novo” se fosse necessário. O seu filho, que se encontrava consigo no momento do salvamento, mostrou-se orgulhoso e afirmou que “o que o pai fez foi espetacular”.

Também Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu a grandeza do seu gesto. “Em tempos tão difíceis, esta ação certamente marcará os que assistiram, no local, ao salvamento, como todos os que dele tiveram conhecimento”, diz o documento. Marcelo acrescenta ainda que José Brito “deve ser distinguido pela coragem e pela vontade de ajudar o próximo”, foi a nota publicada pelo Presidente da República no site oficial.

Sociedade

Covid-19: no Brasil medicamentos falham para pacientes ventilados

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O Governo brasileiro começou hoje a entregar novos lotes de medicamentos para aliviar a dor dos doentes com covid-19 ventilados, mas a quantidade é insuficiente para fazer face ao aumento de contágios. 

A necessidade desse tipo de medicação aumentou à medida que o número de casos disparou e deixou o Brasil com um registo de quase 370.000 mortes e cerca de 13,8 milhões de infeções pelo novo coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, trata-se do chamado “kit de intubação”, composto essencialmente por três tipos diferentes de sedativos, necessários para o processo de intubação traqueal de pacientes em estado grave.

Segundo o ministério da tutela, 2,3 milhões desses ‘kits’, doados por empresas privadas e importados da China, serão distribuídos por todo o país este fim de semana, mas esse número, segundo a Confederação Nacional de Municípios, é insuficiente para satisfazer as necessidades crescentes nas 5.570 cidades do país.

A organização informou que pelo menos 975 destas localidades têm os sedativos necessários, em média, para os próximos quatro dias, e instou a assegurar a distribuição de medicação no mais curto espaço de tempo possível.

Um dos estados onde a situação é crítica é São Paulo, o mais populoso do país, com 46 milhões de habitantes, que este fim de semana se prepara para receber 400.000 ‘kits’, um fornecimento que, segundo as autoridades locais, é suficiente apenas para “alguns dias”.

Tanto o Ministério da Saúde como as organizações que reúnem os governadores e presidentes de municípios do Brasil iniciaram negociações com outros países e com as Nações Unidas para tentar garantir tanto estes sedativos como oxigénio medicinal, que também começou a escassear em pelo menos 400 cidades, de acordo com dados oficiais.

Uma das doações confirmada chegará de Espanha, que enviará para o Brasil “várias toneladas” de ajuda médica, no âmbito das conversações entre o Governo brasileiro e a União Europeia (UE).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que o país vai receber em maio, sem apontar uma data, quatro milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca.

Segundo um comunicado da tutela, será um lote da iniciativa Covax Facility, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), através da qual o Brasil reservou 42 milhões de doses da vacina contra a covid-19, mas recebeu até agora apenas um milhão de unidades. 

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, 28,5 milhões de pessoas no Brasil foram vacinadas, mas só sete milhões receberam as duas doses necessárias para ficarem imunizadas.

Também de acordo com informação oficial, dos 210 milhões de brasileiros, 77,2 milhões estão entre os “grupos prioritários”, que incluem pessoas consideradas “em risco”.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu hoje existirem problemas na obtenção de medicamentos e vacinas, mas, no caso dos antigénios, voltou a apostar na produção interna, que deverá começar em força no segundo semestre deste ano.

A produção local será dos laboratórios Butantan e FioCruz, que têm acordos para produzir no país a vacina AstraZeneca-Oxford e com o laboratório chinês Sinovac.

“Existem dificuldades de saúde a serem ultrapassadas. Temos muitos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e intubação traqueal, mas estamos à procura dos fornecimentos necessários, apesar da escassez nos mercados nacionais e internacionais”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.000.955 mortos no mundo, resultantes de mais de 139,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

AYR // HB

Lusa/Fim.

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Covid-19: Espanha com maior subida dos últimos dias

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A Espanha registou 10.598 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 3.407.283 o total de infetados até agora, e a incidência por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas teve a maior subida dos últimos dias.

O Ministério da Saúde espanhol também contabilizou hoje mais 99 mortes atribuídas à pandemia, passando o total de óbitos para 76.981.

O nível de incidência acumulada (contágios) em Espanha continuou hoje a subir, de 203 (quinta-feira) para 213 casos (sexta-feira), diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As comunidades autónomas com os níveis mais elevados são as de Navarra (443), Madrid (372), País Basco (375), Aragão (245), Andaluzia (241), La Rioja (231) e Catalunha (227).

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais em todo o país 1.161 pessoas com a doença (1.179 na quinta-feira), das quais 303 em Madrid, 248 na Catalunha e 208 na Andaluzia.

Por outro lado, subiu para 9.788 o número de hospitalizados com a covid-19 (9.724), o que corresponde a 7,8% das camas, dos quais 2.180 pacientes estão em unidades de cuidados intensivos (2.143), 21,7% das camas desse serviço.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.987.891 mortos no mundo, resultantes de mais de 139 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.937 pessoas dos 829.911 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

FPB // ANP

Lusa/Fim

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Sociedade

Governo encomenda 11 mil milhões de euros às empresas

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O primeiro-ministro, António Costa, realçou hoje que há 11 mil milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apenas de encomenda pública às empresas para executar diferentes pontos do programa. 

“Do conjunto deste plano, de encomenda pública às empresas, há 11 mil milhões de euros, para além dos benefícios indiretos, seja o investimento nas qualificações ou na redução de custos de contexto, e para além dos apoios diretos”, frisou António Costa, que falava na apresentação do PRR, no Convento São Francisco, em Coimbra.

O primeiro-ministro sublinhou que “as empresas são parceiros fundamentais na execução deste plano”.

“Quando falamos em habitação, serão as autarquias ou o IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana] que vão executar a encomenda. Mas vão encomendar a quem? Às empresas. Quando estamos a falar na digitalização da Administração Pública ou das empresas, quem vai desenvolver as aplicações? Quem vai melhorar a infraestrutura? As empresas. Quando falamos em eficiência energética, quem vai realizar seja a substituição das janelas, a intervenção nas coberturas ou instalar os painéis solares? As empresas”, notou.

António Costa afirmou que estes valores vão além dos apoios diretos às empresas no PRR, que são de cerca de 4,9 mil milhões de euros, mas que poderão ir até aos 7,2 mil milhões de euros.

Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro destacou também outros investimentos no PRR que beneficiam as empresas, nomeadamente a qualificação de recursos humanos, que irá aumentar “o potencial produtivo das empresas”, e o investimento “muito forte na redução de custos de contexto”, com a aposta em algumas infraestruturas críticas.

O líder do Governo realçou ainda a aposta em “fazer algo diferente”, ao ser lançado um desafio às instituições de ensino superior e ao sistema científico português de olharem para os produtos da sua investigação, que já estejam num estado de maturidade avançado, e procurarem estabelecer um consórcio para a criação de novas indústrias.

“Com uma empresa ou empresas pegar nesse conhecimento e transformarem de forma inovadora um produto que melhore o perfil da nossa economia ao termos aqui novas indústrias de maior valor acrescentado em áreas inovadoras”, acrescentou.

Essa área do PRR tem disponível 1.364 milhões de euros (valor que poderá aumentar) e não pretende apoiar “100 projetos”, mas antes “quatro, cinco, seis, sete, oito”, num processo “muito seletivo” que aposta em iniciativas que possam fazer “uma diferença significativa”, salientou.

“Não faltam nas universidades, nos politécnicos, nos centros de investigação, projetos, saber mesmo à espera de um dote para o casamento necessário com as empresas. É por isso que este programa é mito diferente dos programas que são financiados pelos fundos comunitários”, asseverou.

JGA // JPS

Lusa/Fim

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