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Sociedade

Marido da Pipoca Mais Doce entra em conflito com agente da autoridade

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Ricardo Martins Pereira, marido da “Pipoca Mais Doce”, aproveitou as suas redes sociais para expor um conflito com um agente da autoridade, no passado domingo, pelas 13:08 horas. Na base do conflito esteve o facto de 8 minutos depois do recolhimento obrigatório, o autor ainda estar na rua com o seu animal de estimação.

Ora leia, de seguida, a versão dos factos contada pelo próprio…

“Este fim de semana senti na pele o que é ter pela frente um agente de autoridade incompetente, autoritário e que acredita que a melhor forma de convencer um cidadão a acatar uma ordem, mesmo que essa ordem não esteja de acordo com a lei, é através de ameaças e da imposição de um poder que só devia servir para lhe aumentar as responsabilidades.

Estive, como tanta gente, a almoçar no sábado até perto das 12h45 num restaurante. Estava com o meu irmão, e com os dois cães dele. Terminado o almoço, e antes de irmos confinar, resolvemos ir tratar logo do passeio dos cães, algo previsto na lei como exceção aceitável ao confinamento.

Passavam 8 minutos das 13 horas quando um carro da polícia passou por nós. Através de um altifalante, um dos agentes disse-nos, em tom agressivo e de ameaça:

— Já passa das 13 horas, os senhores têm de recolher imediatamente às vossas habitações. Estão em incumprimento com a lei.

Aproximei-me do carro, o agente abriu o vidro, e eu disse:

— Não. Estamos a passear os cães, algo previsto nas exceções à lei.

O agente exaltou-se. Alguém ousou contrariar uma ordem sua.

— Não ouviu o que lhe disse? Já passa das 13 horas, tem de recolher imediatamente à sua casa.
Voltei a insistir.

— Lamento, não estamos a incumprir em nada com o que está na lei. Está prevista uma exceção para o passeio de animais domésticos, e é isso que estamos a fazer. Quando terminarmos o passeio iremos para casa.

O PSP saiu do carro, cada vez mais exaltado.

— Não é isso que diz a lei! Os senhores por acaso moram aqui? O que a lei diz é que os passeios com os animais são na zona de residência. Onde é que os senhores moram? — disse, nervoso.

— Está enganado. A lei não fala em área da residência. Isso não está escrito em lado nenhum — respondi eu.

— Está a dizer-me que não sei o que diz a lei? — contestou ele.

— Se me diz que a lei fala em área de residência, então sim, estou a dizer que não sabe o que diz a lei. Mas se tem assim tanta a certeza, mostre-me a lei que fala em área de residência.

— Por acaso, não a tenho aqui. Mas olhe, o senhor está é a arriscar que lhe passe uma multa de 400 euros, e vai ver como é.

— Não. O senhor não tem qualquer fundamento para me passar uma multa de 400 euros, porque eu não estou a incumprir com nada do que diz a lei, por isso, mesmo que me queira multar, claro que irei contestar a multa.

O agente estava quase a espumar pela boca.

— Olhe, a sua sorte sabe qual é? É que eu quero ir almoçar. Já passa da uma e eu quero ir almoçar, não estou para me chatear. É a sua sorte. Vá passear à vontade, e pode ser que apanhe para aí COVID — terminou ele.

Meteu-se no carro e foi-se embora, fulo.

Moral: o agente da PSP não quis cumprir o que ele achava que era uma violação da lei porque tinha de ir almoçar e não estava para se chatear.

E eu continuei a passear os cães. Depois fui para casa confinar.”

Sociedade

Enfermeiro mostra envelhecimento em apenas um ano a lidar com a pandemia

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Um enfermeiro do hospital Gregorio Marañón, em Madrid, Espanha, mostrou aos seus seguidores o quanto envelheceu em apenas um ano devido à complicada tarefa de estar na linha da frente de combate à pandemia de Covid-19.

Víctor Aparicio, que também é porta-voz de uma associação relacionada com cuidados de saúde primários, recordou uma fotografia que quando, um ano antes, esteve num canal de televisão a falar sobre a pandemia.

Agora, 365 dias depois, surge com mais rugas e cabelos brancos, como se comprova pelo antes e depois partilhado pelo profissional de saúde. “Sou enfermeiro de UCI. Um ano separam estas duas imagens. Penso que a alteração exterior é evidente. Não imaginam a interior”, escreveu aquando da publicação.

Ora veja.

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Sociedade

Pandemia faz Disparar Procura de Imobiliário

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Os efeitos nefastos da pandemia são ainda alvo de aceso debate nas mais diversas esferas da sociedade. Sendo o futuro ainda tremendamente incerto, resta-nos aguardar e observar com maior atenção alguns dos exemplos e tendências positivas em tempos de elevada expetativa.

As boas notícias advêm em grande parte de um desempenho positivo em alguns dos segmentos vitais para a economia nacional. Afetados seguramente, porém demonstrando notável resiliência. Profissionais, investidores e consumidores seguem atentos ao progresso do mercado imobiliário e às inúmeras oportunidades que este ainda encerra.

Números Atuais Animam

Quem o revela é o mais recente barómetro do imobiliário da Imovirtual referente ao mês de fevereiro de 2021. Entre janeiro e fevereiro, os preços cresceram na ordem dos 0,8% a nível nacional, fixando o valor médio de venda nos €346.503.

A subida mais relevante neste curto período é atribuída ao distrito do Porto, onde o valor médio atual de €315.055 representa uma subida de 2%.

Olhando para um panorama mais abrangente e comparando o período homólogo, a compra de casa esteve efetivamente ao rubro desde o início da pandemia em determinados distritos.

Evoluções de preços notáveis foram registadas entre fevereiro de 2020 e 2021 nos seguintes:

  • Aveiro passou de €212.923 para €228.910 (+7,5%);
  • Beja cresceu de €212.923 para €228.910 (+6,6%);
  • Castelo Branco passou de €117.518 para €124.810 (+6,2%);
  • Vila Real viu o preço médio de venda aumentar de €170.310 para €180.188 (+5,8%).

Outros distritos seguiram igualmente uma evolução positiva um pouco por todo o país, ainda que três em particular tenham registado uma tendência decrescente acentuada:

  • Évora passou de €213.059 para €189.125 (-11,2%);
  • Guarda viu o valor de €132.524 cair para €117.866 (-11,1%);
  • Portalegre passou de €131.426 para €117.965 (-10,2%).

Pesquisa Online Pesa Cada Vez Mais

Independentemente das variações acentuadas que se observam no mercado imobiliário, a forma como procuramos habitação está a mudar rapidamente. Impulsionado pela pandemia, a pesquisa online é cada vez mais relevante e com considerável espaço para continuar a crescer.

A tipologia sobre a qual incide a pesquisa também se alterou consideravelmente ao longo do último ano. Aquelas de maior dimensão como moradias registaram uma subida na ordem dos 24,2%, com os terrenos a registarem 21,5% e quintas e herdades uns impressionantes 34,8%.

É aparente que o paradigma de vida nos grandes centros urbanos está a mudar. O êxodo rural poderá assim estar perante a solução que anos de teorias falharam em travar. Resta aos decisores políticos responsáveis pelos distritos do interior do país saber definir as prioridades para aproveitar esta tendência e melhor se posicionarem para o futuro.

O Imobiliário do Futuro

Algumas destas tendências poderão ter vindo para ficar. Desde logo, a crescente presença da tecnologia na forma como acedemos a informação e como interagimos com a mesma.

A pandemia veio tornar as empresas do ramo imobiliário crescentemente tecnológicas, recorrendo a soluções como visitas virtuais, apresentação de imóveis em 3D, interação com as mesmas através de sistemas de mensagens instantâneas ou videoconferência.

Nada indica, portanto, que num cenário de viragem de página sobre a pandemia, estas mudanças profundas sejam substituídas pelos modelos antigos. Muito provavelmente, o imobiliário e inúmeros outros segmentos de atividade mudaram de forma estrutural e profunda de tal forma que nunca mais os encontraremos como antes.

Quanto ao desempenho global do mercado imobiliário português, parece promissor uma vez virada a página nas restrições de viagens. Caso os mecanismos de suporte financeiro sustentem este segmento por mais algum tempo, poderemos manter a expectativa de voltar a assistir a um ritmo de crescimento na ordem dos dois dígitos.

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Sociedade

Bruno Nogueira dá “lição” de cidadania

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O passado sábado, dia 20 de março, ficou marcado por uma manifestação contra o confinamento e o uso de máscara obrigatória, em Lisboa. No total, reuniram-se cerca de duas mil pessoas e, entre elas, algumas figuras bem conhecidas do público português tais como a atriz Sandra Celas e a cantora Wanda Stuart.

Esta terça feira, Bruno Nogueira  durante mais um episódio de “Como É Que O Bicho Mexe?” expressou a sua opinião sobre o assunto e deu uma verdadeira lição de cidadania.

“Mexe muito com o meu sistema nervoso. Tento ser uma pessoa calma e respirar, mas depois vejo até pessoas que conheço, atrizes com quem já contracenei a fazerem diretos e a dizerem tanta m*****. Fico seco. Aquilo que me irrita mais na manifestação é a utilização da palavra liberdade, e [usarem] o ‘Grândola Vila Morena”, revelou o humorista.

Bruno Nogueira reconheceu que nem sempre a pandemia foi gerida da melhor maneira, mas acredita que a luta pelos direitos não pode comprometer a saúde pública.

“Quando atrizes e cantoras se chegam à frente a apelar à liberdade e a dizer barbaridades como o facto de não ter de se usar a máscara em público, na rua, e vão três mil pessoas para uma manifestação, juntas, a maior parte sem máscara a apelar à liberdade como se a liberdade fosse não usar máscara… Quando há uma questão de saúde pública, olhar para essa questão como uma questão de liberdade é de quem leu um estudo mas não estudou. Eu posso ler um estudo, não quer dizer que entenda”, disse ainda.

“E quando vejo estas pessoas a manifestarem-se publicamente, a primeira coisa que me vem à cabeça é imaginar os médicos, enfermeiros, bombeiros, as pessoas que perderam familiares com a Covid a verem aquela m**** e a pensarem: ‘Não estou a acreditar que isto está a acontecer’. Depois de um ano, estas pessoas estão na rua, sem máscara, juntas, a gritar liberdade. Onde é que entra o conceito de liberdade aqui? Não consigo entender! Usar a máscara é uma coisa que nos pedem e não me parece que seja uma coisa muito complicada. Para um médico que está com turnos de 12, 14 horas a ligar pessoas a ventiladores, parece-me um bocadinho mais chato do que usar uma máscara”, acrescentou o humorista.

Por último, Bruno Nogueira explica que, na sua opinião, ” a liberdade acaba quando uma pessoa está a pôr em risco a saúde dos outros”. “Portanto, apelar ou reivindicar, ou fazer da bandeira o não uso da máscara, não consigo entender… Percebo a raiva, a fúria contra o Governo, o discordar das medidas, percebo isso tudo e sou o primeiro a falar disso no ‘Tubo de Ensaio’ quando é caso disso. Só que este assunto não é sobre isso. O que estas pessoas estão a reivindicar, acima de tudo, é a liberdade delas, finalizou.

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